A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto de Neurologia de Goiânia (CCIH/ING) é um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição, instituída e nomeada pela diretoria, e é regida pela portaria do Ministério da Saúde nº 2616 de 12 de Maio de 1998.

A CCIH é composta de membros executores e membros consultores; dos membros executores, há um médico infectologista (Dr. Luiz Antônio Zanini, chefe da CCIH) e uma enfermeira responsável técnica (Aglaid Valdejanc Q. Neves, Coordenadora da CCIH). Dos membros consultores há coordenadores dos diversos setores da equipe multiprofissional, laboratório de microbiologia, farmácia, gestão ambiental, segurança do trabalho e administração.

Anualmente a CCIH atualiza o Programa de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas aos Cuidados em Saúde, a fim de estabelecer um conjunto de ações que precisam ser desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares.

Durante todo o ano a CCIH do ING elabora, implementa e avalia programa de controle de infecção hospitalar, adequando às características e necessidades da instituição, contemplando, no mínimo, ações relativas a: implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares; faz a adequação, implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e controle das infecções; realiza capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções; estabelece medidas para o uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares.

Ainda, realiza investigação epidemiológica sempre que indicado, e implanta medidas imediatas de controle; elabora e divulga, regularmente, relatórios epidemiológicos e comunica, periodicamente, à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital a situação do controle das infecções, promovendo seu amplo debate entre as equipes; elabora, implementa e supervisiona a aplicação das medidas de precauções e de isolamento.

A CCIH coopera com a ação do órgão de gestão do SUS, bem como fornece prontamente as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes; notifica os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob Vigilância epidemiológica (notificação compulsória), atendidos no hospital, e atua cooperativamente com os serviços de saúde coletiva.

A grande preocupação da CCIH do ING é promover ações que garantam segurança aos pacientes que atendemos e qualidade no serviço prestado. Neste sentido, mensalmente é feito o acompanhamento de forma sistemática da evolução dos pacientes, o acompanhamento por telefone (busca fonada) dos pacientes que fizeram cirurgias limpas e que deixaram contato telefônico em seu cadastro na instituição. Assim, é possível fazer o monitorando dos possíveis eventos relacionados às infecções relacionadas à assistência á saúde (IRAS), elaborar medidas de prevenção e controle, e consequentemente gerar os indicadores de resultados.

Os indicadores gerados pela CCIH auxiliam a instituição para a elaboração de estratégias preventivas, e por meio dos resultados mensurados é possível identificar problemas e elencar as possibilidades de melhoria.

A taxa média global de IRAS do ING nos últimos cinco anos é de 0,8%. Trata-se de uma baixa incidência de infecção, o que nos permite afirmar que é seguro buscar atendimento no Instituto de Neurologia de Goiânia, uma vez que as medidas para a prevenção e controle das infecções estão sendo adequadamente adotadas pela equipe assistencial.

A incidência média de infecções de sítio cirúrgico em cirurgias limpas do ING nos últimos cincos anos é de 0,7%. Este resultado mostra a qualidade da equipe cirúrgica e assistencial, além de todo o processo envolvido para a realização de uma cirurgia.

O tempo médio de permanência dos pacientes que necessitam de cuidados intensivos no ING está em média 3,7 dias. Dados publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2017 traz que essa média de permanência nas UTI´s brasileiras está em 5,6 dias.

Ao analisarmos o risco dos pacientes que são submetidos aos cuidados intensivos e que usam dispositivos invasivos no ING, como o cateter venoso central (CVC) para adquirir infecção primária de corrente sanguínea associada é de 1,7 IPCS/1.000 CVC- dia. Dados publicados no relatório epidemiológico anual dos países Europeus (ECDC, Annual Epidemiological Report for 2016 – Healthcare-associated infections in intensive care units) traz que a densidade de incidência de IPCS associada ao CVC está em média de 2,5 IPCS/1.000 CVCdia nestes países. Assim, a equipe assistencial médica e multiprofissional do ING trata com bastante seriedade o cumprimento dos protocolos de prevenção e controle de IRAS instituídos pela CCIH.

Para a CCIH do ING, a prevenção e o controle das infecções está em nossas mãos, e a atitude mais segura e simples para garantir uma adequada qualidade de assistência prestada é através da higienização das mãos.

Por Aglaid Valdejanc Q. Neves: Enfermeira coordenadora da CCIH do ING – Mestre em Atenção à Saúde e Doutoranda em enfermagem pela UFG.