No Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda causa de óbito. A cada ano, mais de 400 mil brasileiros são vítimas, com mortalidade que ultrapassa 150 mil. Além disso, pelo menos 1/3 dos sobreviventes transforma-se em dependentes. A chance de uma boa recuperação e redução do risco de morte, estão intrinsecamente ligadas ao atendimento precoce, resultantes de procedimentos rápidos em uma unidade especializada em AVC.

Não há motivo para se achar que a incidência de AVC poderia reduzir desde o início da PANDEMIA da COVID-19. Porém, o que está acontecendo é redução de internação, em diversos países, de pacientes com sintomas sugestivos de AVC, principalmente casos mais leves. Dentre as causas estão o medo de ser infectado no hospital ou até mesmo achar que os médicos estão muito ocupados em tratar pacientes com COVID-19.

O tratamento às vítimas de COVID-19 é importante, porém sem detrimento a esses pacientes, o AVC não pode ser negligenciado. Os pacientes com sintomas de AVC devem comparecer ao hospital o mais rápido possível, com intuito de manter a redução de mortalidade e a incapacidade residual. O impacto do tratamento inadequado é irreversível.

O Instituto de Neurologia de Goiânia mantém o esforço em oferecer tratamento em unidade de AVC para o cuidado adequado ao paciente. Disponibiliza os tratamentos trombolítico e hemodinâmico, com avaliação de imagem especializada (tomografia do crânio com perfusão), o que permite o tratamento do AVC em até 24 horas do início dos sintomas, em alguns casos.

Não perca tempo, se apresenta alteração de força, dificuldade a fala ou boca torta, procure a Unidade de Emergência do INSTITUTO DE NEUROLOGIA DE GOIÂNIA urgentemente.

 

Por Dr. Marco Aurélio Fraga Borges

CRM 12114

Neurologista do Instituto de Neurologia de Goiânia.