A doença de Menière ou síndrome de Menière, também denominada de hidropsia endolinfática, é um distúrbio da orelha interna caracterizado por perda auditiva flutuante, zumbidos e pressão nos ouvidos. Não há preferência de gênero e é mais comum após os 50 anos.

A causa da doença de Menière ainda não está bem definida, mas parece ter relação com fatores anatômicos, infecciosos, imunológicos e alérgicos. Existe um aumento na pressão da endolinfa (líquido que circula dentro do labirinto).

As crises de tontura são episódicas e de curta duração, ocorrendo perda auditiva neurossensorial unilateral flutuante, com piora durante as crises, vertigens que duram de minutos a horas, zumbido constante ou intermitente, em geral aumentando de intensidade antes ou depois das crises de vertigens e uma sensação de pressão no ouvido acometido, além de náuseas e vômitos.

O diagnóstico se faz pela história clínica do paciente, exames de audiometria, eletrococleografia, tomografia e ressonância magnética dos ossos temporais. Recentemente utilizamos também um exame que se chama Vemp para o diagnóstico do hidrops endolinfático.

O tratamento da doença de Menière inclui fatores dietéticos, como redução do consumo de sal, açúcar, gorduras e cafeína, atividade física e exercícios de relaxamento para a diminuição do estresse emocional (um dos fatores desencadeantes das crises).

Há uma série de medicamentos que são utilizados no tratamento com esquemas escolhidos pelo médico especialista. Nos casos refratários existem procedimentos cirúrgicos que podem ser necessários.

O prognóstico dos pacientes geralmente é bom, sendo que a maioria tem um controle significativo das crises ao se estabelecer o diagnóstico correto, conhecer a sua provável causa e receber um tratamento apropriado.

Dr. Murilo Bufaiçal Marra (CRM-GO 8680), ORL do Instituto de Neurologia de Goiânia.

Departamento de Neuro-otologia do ING.

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