A Odontologia Hospitalar é uma área de atuação em que o Cirurgião Dentista cuida de pacientes sistemicamente comprometidos, graves ou não, admitidos em unidades de internação ou de terapia intensiva (UTI).

As ações realizadas são diagnósticas, terapêuticas e paliativas, conjuntamente com a equipe médica e multiprofissional, visando o alívio de quadros de dor, controle de alterações no fluxo salivar e de hemorragias locais, redução de processos infecciosos de foco bucal e, consequentemente, do tempo de internação. Realiza também, tratamento de patologias bucais decorrentes de doenças sistêmicas e do uso de fármacos como as mucosites, osteonecroses e hiperplasias gengivais.

O atendimento a pacientes com doenças sistêmicas é realizado com maior segurança dentro do hospital, pois são mantidos monitorizados e acompanhados por toda a equipe, além de oferecer equipamento e pessoal necessário para suporte de intercorrências, caso essas ocorram.

O diagnóstico é feito através de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, sempre em acordo com a equipe médica. A laserterapia é uma importante ferramenta utilizada para redução de edemas, potencializar os processos cicatriciais, alívio de dor e como técnica de terapia de descontaminação fotodinâmica.

O paciente que não pode receber tratamento convencional em consultório odontológico por apresentar doenças pré-existentes que o limitem, pode ser admitido no hospital, realizados os exames necessários e encaminhados para o centro cirúrgico, onde será acompanhado por equipe médica e odontológica devidamente preparada para o caso.

A ação da Odontologia Hospitalar na UTI colabora para a redução de importantes patologias que agravam a saúde dos pacientes, como endocardite infecciosa e pneumonia associada à ventilação mecânica.

A RDC 07 (resolução de diretoria colegiada) da ANVISA preconiza desde 2010 a Odontologia como parte integrante da equipe de UTI e o Instituto de Neurologia de Goiânia já garantia este cuidado a seus pacientes, mesmo antes da publicação do documento por primar pela redução de danos, além da saúde e bem estar dos seus pacientes.

 

Por Dra. Camila de Freitas Soares – CRO GO 5665

  • Responsável pelo serviço de Odontologia Hospitalar do ING
  • Habilitada em Odontologia Hospitalar e Laserterapia