Vertigem é a denominação de tontura com sensação que o mundo está girando. Ou às vezes, o paciente é que se sente deslocando ou girando. É um sintoma muito indicativo de distúrbio do labirinto.

A vertigem postural paroxística benigna ( VPPB)  é a segunda causa mais comum de vertigem periférica (relacionada ao labirinto).

Ela pode acometer indivíduos de todas as faixas etárias, de ambos os sexos, sendo mais comum após os 50 anos.

A queixa dos pacientes é uma tontura com duração de segundos (10 a 20 segundos), relacionada a algum movimento da cabeça sem associação com perda auditiva e  zumbidos. O mais frequente é a vertigem ao deitar ou virar para um lado na cama.

Esses sintomas estão relacionados a presença de otocônias(resíduos de cristais de carbonato de cálcio) na endolinfa (líquido que circula dentro dos canais semi-circulares do labirinto), que ao se movimentar, geram tontura. Dos três canais semicirculares, o canal posterior é o mais acometido.

O diagnóstico é feito pela história clínica do paciente e testes específicos como o Dix-Hallpike em que o paciente é colocado sobre uma maca e deitado para trás virando ora para um lado, ora para o outro para se verificar os movimentos dos olhos  ( nistagmo)  e a tontura.

O tratamento é realizado por manobras especificas na própria maca dependendo do canal semicircular acometido. Para o canal semi-circular posterior( o mais comum), a manobra de Epley seria a mais  indicada.

O prognóstico destes pacientes é muito bom, com a maioria deles melhorando com uma única manobra. Dez a 15% dos pacientes irá necessitar de uma segunda manobra ou uma terapia de reabilitação para o que chamamos de VPPB recorrente.

Dr. Murilo Bufaiçal Marra (CRM-GO 8680), ORL do Instituto de Neurologia de Goiânia.

Departamento de Neuro-otologia do ING.

 

 

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