Neuromodulação é um sistema de controle de funções do Sistema Nervoso Central (SNC, que se compõe de cérebro, tronco cerebral, cerebelo (juntos formam o encéfalo) e medula espinhal.

Utilizando-se de técnicas sofisticadas, é possível interferir no funcionamento do SNC por meio da aplicação de estímulos elétricos, o que pode promover alívio para diversas doenças neurológicas e psiquiátricas.

Neuromodulação no ING

Há necessidade de se colocar o eletrodo no local a ser estimulado através de cirurgias abertas ou por estereotaxia. Por exemplo, pode-se implantar eletrodos na profundidade do cérebro por meio de cálculos matemáticos precisos: o neurocirurgião faz uma pequena perfuração no crânio e, por meio da técnica estereotáxica e programação totalmente computadorizada, introduz o eletrodo e o deixa no local determinado pelo programa. Este eletrodo é então conectado, através de fios apropriados a este fim, a um aparelho (marca-passo ou estimulador cerebral), que envia impulsos elétricos até a ponta do eletrodo implantado no cérebro. Com estes impulsos pode-se modificar o funcionamento daquele local estimulado. Esta técnica é denominada estimulação cerebral profunda, mundialmente conhecida também como DBS (deep brain stimulation).

Esta técnica é utilizada para o tratamento da doença de Parkinson, corrigindo o tremor e outros sintomas desta doença. Também pode ser útil em outros distúrbios do movimento, como o tremor essencial e as distonias.

Outras doenças podem também se beneficiar do DBS, como certas doenças psiquiátricas (depressão, TOC, síndrome de Tourette) e algumas formas de epilepsia e dor crônica.

Uma outra técnica de neuromodulação é a estimulação vagal, na qual o eletrodo é implantado junto ao nervo vago no pescoço e conectado ao marca-passo, que pode ser utilizada no controle de certos tipos de convulsões (epilepsias) e de algumas formas de depressão.

Estimuladores também tem indicação para modular as vias que transmitem a dor crônica, sendo indicados nos casos de dor crônica refratária aos medicamentos. Neste caso, dependendo do tipo de dor, o eletrodo pode ser implantado junto a certos nervos (utilizado, por exemplo, para tratar enxaqueca e cefaleia tensional) ou dentro da coluna vertebral, atrás da medula espinhal.

A neuromodulação tem sido bastante procurada desde 2014, quando os planos de saúde passaram a cobrir o tratamento.

O Instituto de Neurologia de Goiânia é centro de referência para estes procedimentos na América Latina, com profissionais treinados no exterior, capacitados para desenvolver as mais modernas técnicas de neuromodulação.